Jornal da Mulher Brasileira


Edição nº 147 - de 15 de Abril de 2014 a 14 de Maio de 2014

Olá Leitoras! Olá Leitores!

Quais os motivos que estão atrás da desistência escolar?

“Foi recentemente lançado o relatório “Adolescentes: direito à educação e ao bem-estar futuro”, produzido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e o escritório regional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que afirma e destaca que um quinto dos adolescentes, rapazes e moças com idades entre 12 e 18 anos, vivendo nos países da América Latina e Caribe, não frequenta o ensino formal. Apesar de praticamente todas as crianças com 11 anos frequentarem a escola, entre os rapazes de 17 anos o índice de desistência chega a 50% e somente um em cada três jovens finaliza a escola secundária sem repetência.”

Bons educadores sabem o que ocorre na transformação psicossocial nesta faixa etária, os surgimentos de problemas emocionais são comuns, são momentos mais estressantes em conflitos, que variam conforme as tensões da vida, e cada uma delas em sua singularidade terá um tipo de reação diferente.

Obviamente que crianças e adolescentes “não são robozinhos feitos em série”, e as reações são diferentes, período em que afloram os sentimentos afetivos, o que se torna para eles/elas uma provação afetiva e emocional, além da carga sexual apelativa na mídia e outras formas, que lhes exigem além do que podem suportar.

É comum que haja neste período vários graus de depressão (diante das incertezas da vida: separação de namoradinhos/as, doenças graves de pais e avós, perdas de parentes e de amigos, medo da violência, necessidade de trabalhar, quer consumir mais e se sente impotente por não estar apto/a para ingressar no mercado de trabalho, medo do ridículo, sentimentos de inferioridade e timidez, além da crueldade do assédio moral-sexual etc.).

Até o quanto as escolas e as famílias estão preparadas para lidar com estas questões, que os afligem emocional e mentalmente, sim, porque ao não serem compreendidas, afeta-lhes também a saúde mental, o que passaria a exigir outros tipos de olhar analítico e tratamento até mesmo (casos que são tão graves, que fogem de casa e se perdem, ou o pior de tudo no desespero, se suicidam).

Daí, a importância de que professores/as e atendentes, com a inclusão na escola de especialistas em situações psicoafetivas e em transtornos emocionais - mentais, fizessem parte da carga horário de ensino, para estudantes nesta faixa etária.

A preparação de professores e professoras, para lidar com tais situações individuais, e, incluí-las no contexto do coletivo da sala de aula, preparando-lhes em relação a este enfrentamento sócio afetivo de quem está em sofrimento depressivo ou outras aflições da alma humana, são fundamentais.

Repensar o sistema educacional para esta fase e para este tipo de adolescência é salvar a condição humana dela, independente da escolarização, há a preparação para o enfrentamento das vicissitudes existenciais, ou irão deixá-las perdidas, à deriva?

Receba nossa colaboração sobre o tema, que possa servir de base para algum debate e ponto de transformação, é o nosso propósito.

Entregamos-lhe esta edição com um fraternal abraço de Elisabeth Mariano e equipe Jornal da MULHER BRASILEIRA.

Para informações, críticas, sugestões, envio de notícias, para anunciar, contate-nos.

10º Seminário Nacional de Educação a Distância

Teatro Casa do Ator - Data: 24 a 26 de abril

Em sua 10ª edição, o seminário promovido pela Associação Brasileira de EAD terá como tema “Caminhos para a Educação a Distância”.

Para conferir todas as informações sobre o evento, sobre as inscrições a programação completa, acesse o site do evento.

(Fonte: http://www.sinprosp.org.br/acontece.asp?evento=549)

MPF fará diagnóstico para identificar problemas das escolas públicas do país

08 de abril de 2014

Projeto Ministério Público pela Educação apresentará, por meio de recomendações, soluções para os problemas identificados

Fonte: Agência Brasil

“O Ministério Público Federal (MPF) lançou hoje (8), em parceria com o Ministério Público dos estados, o projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc). Pelo projeto, o MP fará um diagnóstico dos centros de ensino e apresentará, por meio de recomendações, soluções para os problemas identificados. A intenção é que o projeto chegue às mais de 150 mil escolas públicas do país.

O objetivo, segundo o próprio MPF, é estabelecer a defesa da educação básica de qualidade como prioridade na atuação do Ministério Público. "O projeto partiu de um levantamento que mostrava que, de toda a atuação do MP em educação, apenas 6% estavam voltados para a educação básica, e mesmo assim as ações eram muito dispersas", diz a procuradora da República no Rio de Janeiro e gerente do MPEduc, Maria Cristina Cordeiro.

A primeira etapa do projeto consiste no diagnóstico, que será feito por meio de audiências públicas com a participação da comunidade. Além disso, serão feitas visitas às escolas e aplicados questionários online aos gestores dos municípios e estados, aos diretores das escolas e aos presidentes dos conselhos de Alimentação Escolar (CAE) e de Acompanhamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Proflheissionais da Educação (Fundeb).

Segundo o MPF, os questionários tratam de aspectos estruturais e pedagógicos, da alimentação escolar, da inclusão, de políticas públicas e do funcionamento dos conselhos sociais. As respostas fornecidas ficarão disponíveis ao público no site http://mpeduc.mpf.mp.br.

Com base no diagnóstico, em uma etapa posterior, os membros do MP apresentarão aos gestores públicos as recomendações aos problemas identificados. A última etapa consistirá em uma audiência pública para apresentação dos trabalhos desenvolvidos.

Maria Cristina diz que a maior parte dos problemas das escolas está na gestão. Dos R$ 100 bilhões do orçamento do Ministério da Educação, mais da metade é destinada para a educação básica. "O problema quase nunca é falta de recursos. Os maiores problemas são, infelizmente, a corrupção, má gestão e descontinuidade administrativa". De acordo com ela, é nesse sentido que o MP pretende atuar.

O projeto foi executado como piloto em oito municípios dos estados de Roraima, do Pará, de Alagoas, do Amapá e do Rio de Janeiro. Agora, será implementado em 57 municípios que manifestaram interesse. A intenção é dar prioridade às cidades com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

"São visíveis os exemplos do que se pode fazer com essa preparação da gestão do recurso público que existe para a escola. O MP mostra que pode atuar não só de forma repressiva, mas de forma a orientar o gestor público para a boa e profissional utilização do recurso", diz o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Estará disponível ao público, a partir de amanhã (9), em Brasília, no prédio da Procuradoria-Geral da República, uma exposição da fotógrafa Claudia Martini. Ela acompanhou a execução do projeto nos oito municípios pilotos.”

(Fonte: http://www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/indice/30054/mpf-fara-diagnostico-para-identificar-problemas-das-escolas-publicas-do-pais/, data de acesso 10/04/2014)

Silvia Pimentel, da ONU Mulheres, é presença confirmada no IV Encontro da Mulher Advogada

OAB Paraná em 14/03/2014 - 16:12

“Ex-presidente do órgão mundial mais importante na defesa dos direitos femininos, o Comitê para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw) da ONU, a advogada Silvia Pimentel é presença confirmada no IV Encontro da Mulher Advogada. Com o tema “A mulher após 25 anos da Constituição Federal”, o encontro organizado pela Comissão da Mulher Advogada da Seccional acontece nos dias 21 e 22 de março.

Militante histórica dos movimentos feministas, professora de Filosofia do Direito na PUC-SP e também autora de mais de dez livros sobre a condição feminina, Silvia Pimentel ministra a palestra de abertura do evento, com o tema “Fundamentos internacionais da Lei Maria da Penha: a Convenção CEDAW da ONU e Convenção de Belém do Pará”.

Na programação estão previstas ainda palestras e painéis de debates com convidados de renome, que abordarão a importância da promoção da igualdade de gênero. Entre as presenças confirmadas estão a diretora financeira da Itaipu, Margaret Groff, detentora do “Oslo Business for Peace Award 2014”, considerado o maior reconhecimento de líderes de negócios por seus esforços na promoção da paz nas relações entre empresas e sociedade.

Margaret Groff participa do painel de debate “25 Anos de Constituição Federal - Quanto o Brasil avançou na igualdade de gênero?”, que terá também a participação da desembargadora Regina Helena Afonso de Oliveira Portes, a primeira mulher a assumir a diretoria da OAB Paraná, em 1987. Também participará dos debates a professora de Direito Constitucional da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Regina Ferrari. A mediação será feita pela jornalista Joice Hasselmann.

As inscrições estão abertas no site da Seccional (clique aqui). O investimento é de R$ 40. Serão emitidos certificados de 5 horas extracurriculares. A comissão também irá arrecadar livros infantis e brinquedos educativos para o Centro Municipal de Educação Infantil Prof. Ada Pires de Oliveira.

O encontro conta com o apoio da Comissão de Estudos da Violência de Gênero, da Comissão de Advogados Iniciantes e da Caixa de Assistência dos Advogados. O evento tem o patrocínio da Itaipu Binacional, Caixa Econômica Federal, ABDConst, OABPrev-PR e Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná (CAA-PR).”

Fonte: mensagem recebida

Um ano depois, pai relata o suicídio da filha após cyberbullying

“Um ano após o suicídio da filha, vítima de cyberbullying, o canadense Glen Canning falou à BBC sobre as circunstâncias de sua morte e sobre sua luta para que crimes cometidos online não fiquem impunes.

O caso da jovem Rehtaeh Parsons, de 17 anos, que se enforcou em abril do ano passado após meses de assédio e ofensas pela internet, causou comoção nacional e motivou a aprovação de uma lei no Estado canadense de Nova Scotia para punir este tipo de crime.

O Estado também é o único do país a ter criado a primeira unidade de polícia que cuida exclusivamente de queixas de cyberbullying.

Dois anos antes de tirar a própria vida, Rehtaeh havia sido abusada sexualmente por quatro jovens que fotografaram o episódio e postaram imagens nas redes socais.

O assunto rapidamente ganhou os corredores da escola da jovem, que começou a ser xingada e a receber ameaças por meio de torpedos e de seus perfis nas redes sociais.

"Foi uma bomba e ela nunca conseguiu se recuperar", diz o pai.

Memórias

Em um pequeno baú ao lado da cama da jovem, Glen guarda os pertences mais preciosos da filha. Um deles, o pequeno macacão amarelo que ela vestia quando voltou para casa do hospital após o nascimento.

"Eu estava guardando isso tudo para dar para ela mais tarde", diz ele enquanto revira papéis com tintas coloridas pinceladas pela filha quando menina.

"É tão frustrante ser um pai de uma filha que foi estuprada", diz Canning.

"Você é um pai. Em tese você é o homem na vida dela que a guia, lhe ajuda e lhe salva. E quando algo assim acontece (estupro), é difícil fazer com isso não a cause mais danos ainda. É uma luta", diz Canning, que após a morte da filha chegou a ter uma audiência com o primeiro-ministro do país para pedir medidas enérgicas contra cyberbullying.

Depois da morte da jovem, dois adolescentes foram indiciados por posse e distribuição de pornografia infantil. Os meninos não foram considerados culpados e o processo continua.

Ações

A comoção que se seguiu à morte de Rehtaeh se canalizou na falta de ação da polícia em punir o suposto estupro e o assédio que se seguiu. Pressionados, parlamentares do Estado de Nova Scotia rapidamente elaboraram uma lei para punir o cyberbullying.

O Ato de Segurança Cibernética permite a vítimas prestar queixas à polícia, ganhar proteção e até levar o caso ao tribunal. Se for considerado culpado, o acusado pode ser punido com multas ou até ser preso. A legislação especifica também que posturas devem adotar educadores e pais de menores de idade.

A unidade de polícia recebe 25 telefonemas diariamente e desde sua criação, em setembro, já atuou em 153 casos.

O policial Roger Merrick, chefe da unidade, diz que o policiamento é 50% do trabalho de sua equipe. A outra metade, diz ele, é trabalho de prevenção junto a estudantes.

Pai de jovem conversou com a BBC sobre seu luto um ano após morte da filha

A legislação estipula que os pais devem "patrulhar com responsabilidade" as atividades online de seus filhos apesar de muitos deles saberem pouco sobre o que acontece nas mídias sociais.

"Nós seguramos as mãos dos nossos filhos quando atravessamos a rua, conversamos com eles sobre o perigo que estranhos representam. Não podemos mais fingir que não sabemos sobre o lado negro da internet", diz Merrick.

A nível nacional, o Ato de Proteção de Canadenses contra crimes online está sendo debatido no Parlamento e pode ser aprovado nas próximas semanas. A lei pode tornar crime o compartilhamento de imagens íntimas sem o consentimento da pessoa retratada na foto.

A lei nacional e uma resposta à morte de Rehtaeh Parsons e também à de Amanda Todd, do Estado de British Columbia, que se matou após ser vítima de bullying pessoal e na internet.”

(Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/04/140403_bullying_suicidio_canada_fl.shtml)

Publicado por Fernanda F. Graduanda em Direito, Mestre em Hospitalidade, Pós Graduada em Gestão de Empresas, Bacharel em Aviação Civil. Adoro viajar, aprender...

(Fonte: http://fernandafav.jusbrasil.com.br/noticias/114912807/um-ano-depois-pai-relata-suicidio-da-filha-apos-cyberbullying, data de acesso 10/04/2014)

A tuberculose no Brasil

“A tuberculose é considerada uma prioridade do Ministério da Saúde do Brasil desde 2003 e é uma das cinco doenças mais em foco atualmente. Está presente no programa Mais Saúde, na Programação das Ações de Vigilância em Saúde, no Pacto pela Vida, entre outros.Está sendo discutida a inclusão da incidência de tuberculose como um indicador para o programa Brasil sem Miséria. O orçamento para o enfrentamento da tuberculose é 14 vezes maior daquele em 2002. Estima-se que 57 milhões de pessoas estejam infectadas por M. tuberculosis no Brasil.

Anualmente, são notificados 85 mil casos, sendo 71 mil casos novos, com uma incidência de 37,2/100.000 habitantes. A tuberculose tem o dobro da incidência nos homens (49,6/100.00 habitantes) em relação às mulheres (24,6/100.000 habitantes). No Brasil, o grupo na faixa etária que vai dos 20 aos 49 anos é o mais atingido pela tuberculose, abrangendo em torno de 63% dos casos novos da doença registrados em 2009.

Nas populações mais vulneráveis, as taxas de incidência são maiores do que a média nacional da população geral. É duas vezes maior na população negra e quatro vezes maior na indígena. Na população carcerária, a taxa é 25 vezes maior e, entre os portadores de HIV, é 30 vezes maior. Na população vivendo em situação de rua, a taxa chega a ser 67 vezes maior (4,10-12). Quanto ao risco anual de desenvolvimento de tuberculose ativa, a desnutrição e o diabetes elevam o risco em 2-4 vezes, o uso de imunossupressores eleva o risco em 2-12 vezes, a silicose o aumenta em 8-34 vezes, e a infecção por HIV o aumenta em 50-100 vezes.

A população carcerária no Brasil conta com 470 mil presos, segundo dados de 2009. É composta, em sua grande maioria, de uma população jovem, negra ou parda, pobre e de baixa escolaridade. Considerando que esse número aumentou 103% em relação a 2001 e que o número de estabelecimentos prisionais cresceu 27%, pode-se deduzir daí a superlotação e as precárias condições de ventilação e iluminação dessas instituições, explicando a taxa de incidência da tuberculose no sistema penitenciário de 2.560/100.000 (3.532/100.000 em prisões do Rio de Janeiro).

É interessante o fato de que apenas um terço dos doentes referia tosse por mais de três semanas e de que mais de 60% dos casos confirmados bacteriologicamente não apresentavam esse sintoma. A detecção precoce e ativa, baseada em exame radiológico, o tratamento e a melhoria das condições de encarceramento, aliados às estratégias de informação e sensibilização, são peças fundamentais para a diminuição da incidência da doença nos presídios. A solicitação de exames anti-HIV, conforme recomendado, alcançou a taxa de 70% em 2010, mas com apenas 45% efetivamente realizados. A taxa de coinfecção vem se mostrando estável ao longo dos anos, alcançando 11,8% em 2010. A cura dos casos de coinfecção tuberculose/HIV é praticamente a metade dos casos de tuberculose em pacientes HIV negativos, assim como o abandono é quase o dobro nos coinfectados.

A mortalidade assusta: 20% dos coinfectados morrem, sendo a mortalidade alta o fato que mais repercute na baixa taxa de cura. A tuberculose vem impondo grandes desafios de controle para uma doença tão antiga e conhecida. Ainda estamos distantes dos objetivos em relação à implantação do tratamento diretamente observado nos casos novos bacilíferos (42% em 2009), da avaliação dos contatos e da obrigatória solicitação de culturas nos casos de retratamento (apenas 24% em 2009).

Pelas metas internacionais estabelecidas e pactuadas pelo governo brasileiro, deveriam ser diagnosticados 70% dos casos de tuberculose estimados e, desses, 85% deveriam ser curados. Em 2009, a média brasileira de cura foi de 71%, variando entre 59,7% e 85,5%. A média da taxa de cura das capitais brasileiras de casos novos em 2009 foi de 66,4%, com variações entre 53,8% e 92,7%. O número de óbitos em 2010 foi de 4.800, sendo a terceira causa de morte por doenças infecciosas e a primeira causa de morte entre os pacientes HIV positivos. A taxa de mortalidade é 3 vezes maior nos homens (3,8/100.000) que nas mulheres (1,3/100.000) atualmente.”

Leia o artigo completo intitulado: Epidemiologia da Tuberculose - Epidemiology of Tuberculosis de autoria de Raquel V. B. Piller no: PORTAL DA TUBERCULOSE Acesse o link abaixo citado na fonte

(Fonte: http://www.portaldatuberculose.com.br/#!artigos/c24sk, data de acesso 10/04/2014)