Jornal da Mulher Brasileira


Edição nº 194 - de 15 de Março de 2018 a 14 de Abril de 2018

Olá Leitoras! Olá Leitores!

Esperamos sinceramente que as V. Exc.ª consigam implementar o que aprovaram

É repugnante e inaceitável, o assassinato de jovens afro-brasileiros nas periferias... Que possam ter a colaboração de muitas entidades civis e filantrópicas ajudando nesta Missão.

Sim, sem dúvida, ocorreu outro acerto, prender quem descumpra as “medidas protetivas contra a ameaça de morte das mulheres”, conforme determina a Lei Maria da Penha... Esperamos que as estruturas do Estado colaborem também, e, que tenham outros meios de orientação para cada caso.

Sim, acertaram, pois se há verbas públicas e instalações, corpo docente sendo pagos, e com vagas ociosas, é um bom procedimento oportunizar os estudos às pessoas mais idosas, que não tiveram chance quando jovens, e que precisam voltar ao mercado de trabalho para o próprio custeio de vida, ou para complementar a de outros familiares, considerando-se que amentou a expectativa de vida em todo o país.

Pois é, temos que acreditar nos bons propósitos daqueles/as que trabalham em prol do povo, tanto na Câmara quanto no Senado, e fazermos a nossa parte de cidadania e ativismo social também, só a “Lei” de nada adianta.

Neste dição trouxemos pesquisa que consideramos ser interessantes para que junto ao seu ambiente de trabalho ou Ongs, ou escolas, você possa dialogar sobre estes temas... é preciso aprofundar... somos mais experientes e há um público que depende desta nossa experiência, e também de atitudes sociais.

Receba nosso cordial abraço, e, voto de sucesso, de Elisabeth Mariano e da equipe Jornal da Mulher Brasileira.

Para informações, críticas, sugestões, envio de notícias, para anunciar, contate-nos.

Senado aprova Plano Nacional de Enfrentamento ao Homicídio de Jovens

Da Redação | 13/03/2018, 19h17

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (13) o projeto que cria o Plano Nacional de Enfrentamento ao Homicídio de Jovens. A proposta (PLS 240/2016) é resultado dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Assassinato de Jovens, que funcionou no Senado em 2015 e 2016, sob a presidência da senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) como relator. O texto segue para a Câmara dos Deputados.

O plano tem o objetivo de reverter os altos índices de violência contra os jovens no prazo de dez anos. O foco dessa ação social serão os jovens negros e pobres, que lideram o ranking de mortes nessa faixa etária no país.

Cinco metas estão na base do plano, a ser coordenado e executado sob orientação do governo federal: redução da taxa de homicídios para o padrão de um dígito a cada 100 mil habitantes; redução da letalidade policial; redução da vitimização de policiais; aumento do esclarecimento de crimes contra a vida para 80% dos casos; adoção de políticas públicas afirmativas em áreas com altas taxas de violência juvenil.

O relator do projeto foi o senador Hélio José (PROS-DF). Segundo ele, a aprovação do texto veio em momento conveniente e oportuno.

- Este é um problema gravíssimo e que requer soluções urgentes – pontuou.

Com base no Mapa da Violência de 2016, Hélio José aponta que os jovens, apesar de alcançarem cerca de 26% da população, correspondem a 58% das vítimas de homicídios praticados com arma de fogo. De 1980 a 2014, mais de 480 mil jovens foram mortos com arma de fogo no Brasil. Aos 20 anos de idade, a taxa de mortalidade por arma de fogo atinge seu pico: 67,4 mortes a cada 100 mil jovens dessa idade.

Sobre o perfil das vítimas da violência juvenil, o relator buscou informações na 9ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicada em 2015. O estudo atestou que a mira da criminalidade está voltada, especialmente, para o jovem do sexo masculino, negro e pobre.

Diretrizes

O PLS 240 estabelece 19 diretrizes gerais para o plano, tais como a criação de Gabinetes de Gestão Integrada nos municípios, estados e União; do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos sobre Violência e Segurança Pública; da Escola Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública; e do Sistema Nacional de Indexação Balística (Sisbala). Também define competências específicas para sua elaboração e implantação no âmbito da União, dos estados e dos municípios.

A avaliação e revisão de suas ações deverão se dar, no máximo, a cada quatro anos, apresentando-se os resultados em conferência nacional a se realizar no ano de votação do Plano Plurianual (PPA). Os planos estaduais, distrital e municipais deverão ser elaborados em até 360 dias contados a partir da publicação da lei.

Emenda

Durante a passagem do texto pelas comissões temáticas, o senador Telmário Mota (PDT-RR), fez uma mudança, referendada por Hélio José, para incluir a participação das comissões permanentes de direitos humanos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal nas conferências nacionais convocadas para avaliar o Plano Nacional de Enfrentamento ao Homicídio de Jovens.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

(Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/03/13/senado-aprova-plano-nacional-de-enfrentamento-ao-homicidio-de-jovens, data de acesso 10/03/2018)

Senado aprova pena de prisão a quem descumprir Lei Maria da Penha

08/03/2018, 09h52 - atualizado em 08/03/2018, 09h56

O Senado aprovou o projeto (PLC 4/2016) que manda para a cadeia quem descumprir as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. A proposta vai agora à sanção presidencial e prevê penas de dois meses a três anos de prisão para quem deixar, por exemplo, de manter distância das vítimas de violência por determinação judicial. Ouça os detalhes no áudio de Paula Groba, da Rádio Senado.

(Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2018/03/senado-aprova-pena-de-prisao-a-quem-descumprir-lei-maria-da-penha, data de acesso 10/03/2018)

Um quinto das vagas ociosas nas universidades públicas devem ser reservadas a idosos

13/03/2018, 18h50 - atualizado em 13/03/2018, 18h55

Proposta aprovada pela Comissão de Educação reserva 20% das vagas ociosas dos cursos das instituições federais de ensino superior para os brasileiros com 60 anos ou mais. Pelo texto, as universidades terão autonomia para decidir a forma de seleção dos idosos e as vagas não preenchidas devem voltar para o sistema de acesso universal.

O relator da matéria, senador Paulo Paim (PT-RS), destacou o processo de envelhecimento da população brasileira e defendeu políticas específicas para os idosos, que têm os piores indicadores educacionais e, muitas vezes, precisam trabalhar para garantir a renda familiar. O autor do projeto, senador Eduardo Amorim (PSDB-SE), disse que a iniciativa vai evitar o desperdício de vagas ociosas e dar uma nova oportunidade aos brasileiros com 60 anos ou mais.

A matéria segue para a Câmara dos Deputados.

(Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2018/03/um-quinto-das-vagas-ociosas-nas-universidades-publicas-devem-ser-reservadas-aos-idosos, data de acesso 10/03/2018)

Consequências da síndrome de alienação parental nas crianças

Danos que a rejeição parental causa nas crianças

Vilma Medina - Diretora de Guiainfantil.com

A Síndrome de Alienação Parental se baseia em uma campanha de descrédito em respeito ao progenitor alienado. Às vezes, o alienante é consciente dos atos que realiza, mas com frequência ele não é plenamente consciente de como está produzindo um dano psicológico e emocional nos seus filhos, nem das consequências que pode ter em curto prazo neles.

Segundo alguns especialistas, estas crianças podem sofrer perturbações e disfunções devido a que seus próprios processos de raciocínio têm sido interrompidos ou coagidos.

Danos que a Síndrome de Alienação Parental provoca nas crianças

Estas são algumas das consequências de manipular as crianças mediante a Síndrome de Alienação Parental:

Que transtornos na conduta da criança causam a Síndrome de Alienação Parental

Níveis de intensidade na rejeição por parte das crianças

Após o processo de separação pode aparecer uma rejeição dos filhos em relação a um dos progenitores. A rejeição primária se produzirá como uma reação imediata à ruptura do casal e a secundária aparece em separações mais lentamente produzidas. A existência de rejeição a um dos progenitores vai implicar no aparecimento de conflitos no desenvolvimento do regime de visitas. Diante dessa situação, um dos progenitores, normalmente o rejeitado, levará ao conhecimento do órgão judicial a situação e produzirá um aumento ainda maior da rejeição.

Quando a SAP entra em contato com o sistema legal se converte numa Síndrome Jurídico Familiar, onde se desencadeiam acusações, buscas de explicações e atitudes que faz com que a instância judicial se converta no cenário do problema. A rejeição pode aparecer imediatamente após a ruptura ou em períodos posteriores, ou seja, anos depois, geralmente associado a momentos específicos do novo ciclo evolutivo familiar. A rejeição pode ser leve, moderada e intensa:

Conselhos dos especialistas em relação ao SAP

Diante da presença dessa sintomatologia, os especialistas acreditam que é aconselhável que os menores continuem tendo relação com o progenitor alienado, e assim evitar que se suspenda o regime de visitas. Durante essas visitas, o progenitor alienado deve evitar fazer reprovações ou dar respostas que favoreçam a manutenção da SAP. Pelo contrário, ele deve se esforçar em criar um ambiente lúdico nas visitas, buscando atividades que sejam do agrado das crianças.

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com

(Fonte: https://br.guiainfantil.com/materias/familia/comunicacao/consequencias-da-sindrome-de-alienacao-parental-nas-criancas/, data de acesso 10/03/2018)

Como garantir o direito à educação das adolescentes mães

A gravidez na adolescência constitui um dos principais fatores de evasão escolar entre as meninas. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014 tabulados pelo Instituto Unibanco, cerca de um terço das jovens de 15 a 17 anos que abandonaram a escola já eram mães.

Dentre as que estavam estudando, as que tinham filhos representavam uma minoria (2% do total). (Confira o boletim Aprendizagem em Foco n. 5 sobre “Quem são os jovens fora da escola”: http://bit.ly/AprendizagemFoco5).

Outro levantamento, de 2015, realizado pelo Instituto Ayrton Senna, constatou que 59% dos “nem-nem” (jovens de 15 a 17 anos que não estudam nem trabalham) são do sexo feminino e, dentre elas, 30% já são mães.

Essa é uma realidade não só no Brasil, mas na América Latina, segundo relatório do Banco Mundial divulgado em 2016.

A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (2006), realizada pelo Cebrap/Ministério da Saúde, indica que 58% das jovens de 15 a 19 anos entrevistadas declararam que não queriam ter engravidado naquele momento.

REDE DE APOIO Os dados sinalizam que é preciso olhar com atenção para essa população e desenvolver ações para assegurar o direito à educação das adolescentes mães. É pouco conhecido o direito à licença maternidade de quatro meses para estudantes, previsto na lei 6.202/1975, que determina que a partir do oitavo mês de gestação as alunas possam realizar atividades escolares em casa para compensar as faltas.

Além disso, muitas meninas, ao longo da gravidez, sentem-se discriminadas e pouco à vontade no ambiente escolar, o que também leva à evasão. Nesse sentido, é importante que o tema da gravidez na adolescência seja objeto de debate na escola e que todos – alunos, professores, demais profissionais da escola e pais – sejam sensibilizados para a importância de se criar uma rede de apoio às adolescentes nessa condição.

É preciso que o gestor esteja atento à situação de vulnerabilidade e às necessidades específicas dessas jovens e assegure condições para que elas continuem frequentando as aulas, permitindo, por exemplo, que se ausentem para ir a consultas de pré-natal ou que saiam mais cedo para amamentar. A escola desempenha papel central na continuidade dos estudos pelas adolescentes mães, mas os especialistas salientam que lidar com a questão exige.

O gestor pode buscar o apoio da unidade de saúde de referência da região e estabelecer com ela um programa de intervenção na escola, atuação conjunta prevista no programa Saúde na Escola (política intersetorial do governo federal instituída em 2007).

Médicos e outros agentes da unidade de saúde podem realizar um trabalho educativo com os estudantes e a equipe da escola, além de realizar visitas domiciliares às adolescentes grávidas.

A assistência social também cumpre uma função relevante de orientar as jovens e suas famílias em relação aos seus direitos sociais e às redes de apoio que podem ser acionadas.

SEXUALIDADE EM SALA DE AULA

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2012 realizada pelo IBGE junto a 109 mil estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental de todo o País revelou que o tema é abordado em algum grau em sala de aula, mas não é possível aferir pelos dados em que profundidade: 83% dos alunos entrevistados afirmaram já ter recebido na escola informação sobre prevenção à gravidez.

Antes bastante focados em munir os adolescentes de informações relativas à sexualidade e métodos contraceptivos, os programas de educação sexual vêm se aprimorando e hoje investem em abordagens mais abrangentes, trabalhando a construção de perspectivas de futuro pela(o)s jovens.

É fundamental que a escola estimule a reflexão sobre projetos de vida e permita que os estudantes saibam quais são seus direitos sexuais e reprodutivos e possam assim tomar decisões conscientes.

“O adolescente tem que ser visto como sujeito de direitos. Tem unidade de saúde que só atende adolescente se o pai ou a mãe for junto na consulta. Isso é ilegal, ele tem o direito de ser atendido sozinho.

Existem unidades que maltratam o adolescente que chega em busca de um método anticoncepcional”, relata a dra. Magda Chinaglia, da Reprolatina, ONG que desenvolve ações nas áreas de saúde sexual e reprodutiva com adolescentes.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais, de 1996, já propunham a abordagem transversal da sexualidade nos currículos, mas nos últimos anos tem crescido a polêmica em relação à presença dessa temática em sala de aula.

No Plano Nacional de Educação, as menções à sexualidade foram, por fim, suprimidas do documento, mas foi mantida a erradicação de todas as formas de discriminação. Vale ressaltar, porém, que a omissão no PNE não proíbe a atuação da escola em relação a abordagem dessas questões, assegurada pelo artigo 3º da Constituição Federal.

Está embasada também em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção Internacional sobre os Direitos das Crianças (1989), a Convenção Relativa à Luta contra a Discriminação no Campo do Ensino (1960), a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (2002), entre outros.

É fundamental que o gestor estabeleça um canal de diálogo com os pais para que eles se tornem aliados, já que a resistência ao desenvolvimento de ações na escola sobre temáticas ligadas à sexualidade muitas vezes vem das próprias famílias.

Devem ser abordadas com os pais as possíveis consequências sobre a saúde e o bem-estar dos estudantes caso a escola se omita em relação a essas questões.

RELATO Na Escola Municipal Eurico Salles, localizada na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), a gestão, preocupada com o crescente número de adolescentes grávidas, deu início a uma série de ações tanto para evitar a evasão dessas meninas como para evitar um aumento na incidência de casos não planejados.

Foi solicitado o apoio da unidade de saúde do bairro, que passou a realizar na escola um trabalho educativo com os estudantes.

Uma equipe composta por médicos, enfermeiros e psicólogos promove palestras e debates e esclarece dúvidas sobre questões ligadas à sexualidade e ao corpo. Em outra frente, também é desenvolvida uma ação de acolhimento e apoio das adolescentes gestantes ou mães por uma equipe da Secretaria Municipal de Educação, integrada por pedagogos, psicólogos e assistentes sociais.

Além disso, os próprios professores de Ciências intensificaram a discussão durante as aulas sobre temas como métodos anticoncepcionais e DSTs.

“Agora, estamos com um número bem menor de grávidas. Batalhamos bastante em cima dessa questão, porque muitas dessas meninas abandonavam a escola e a possibilidade de se tornarem adultos com uma melhor formação, com melhores empregos vai por terra”, relata a diretora adjunta, Fatima de Sant’Anna.

(Fonte: http://www.institutounibanco.org.br/wp-content/uploads/2016/08/Aprendizagem_em_foco-n.14.pdf, data de acesso 10/03/2018)

Estimativas de novos casos de câncer nas mulheres aumentam no brasil

Terça, 06 Março 2018 13:53

Escrito por Camile Triska

Hábitos de vida inadequados e envelhecimento da população podem estar relacionados ao aumento dos números. Mas, o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura

De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), em 2018, três tipos de câncer - o de mama, intestino e colo de útero, serão responsáveis por mais de 90 mil novos casos da doença entre as mulheres.

No caso do câncer de mama, o que mais atinge a população feminina, são estimados 59.700 novos casos no biênio 2018-2019, um aumento em relação aos anos de 2016-2017.

Os outros dois tipos mais comuns da doença nas mulheres, câncer de intestino e colo de útero, mantém-se estáveis, com números semelhantes ao de outros anos, com estimativas de 18.980 e 16.370 novos casos, respectivamente. “Embora o crescimento de casos não seja algo assustador, estamos falando de mais de 90 mil mulheres que terão o diagnóstico de câncer em apenas três casos: mama, intestino ou colo uterino em 2018. Isso já é considerado um número exorbitante e é fundamental reduzi-los”, alerta Elge Werneck Júnior, oncologista do Instituto de Hematologia e Oncologia Curitiba (IHOC)/Grupo Oncoclínicas.

Como existem múltiplos fatores que levam ao desenvolvimento do câncer, não é possível definir a causa exata para a doença não ter uma diminuição de casos. Contudo, os hábitos da vida contemporânea ajudam a contribuir para o surgimento de variados tipos de câncer. “Não há dúvidas de que os hábitos de vida atuais, em que prevalece o sedentarismo, dietas ricas em gorduras e pobres em alimentos naturais e fibras, tabagismo, entre outros, refletem os números encontrados”, afirma Elge Werneck Júnior. “O envelhecimento da população também pode contribuir para esses números, já que a medida em que se envelhece, o risco de alguma célula sofrer transformação e dar origem ao câncer aumenta”, acrescenta.

Segundo o oncologista, outro fator que pode contribuir para o aumento dos números nos casos de câncer é o acesso da população a exames diagnósticos. “Isso faz com que sejam descobertos mais casos de câncer, trazendo números sobre a prevalência da doença um pouco mais reais do que os antigos”, conta.

O diagnóstico precoce é um grande aliado para evitar a mortalidade. “Nos três tipos de câncer mais comum nas mulheres, a taxa cura é bem alta quando é realizado um tratamento precoce. Nos cânceres de mama e colo de útero, as taxas de cura podem superar 90%. Já no câncer do intestino, a cura chega a 80%. Se o tratamento começa a ser feito em um estágio mais avançado, as chances de curar a doença são bem remotas”, revela Elge Werneck Júnior.

O tratamento para o câncer é individualizado e de acordo com as condições clínicas da paciente. Mas, com o avanço da medicina, as cirurgias são cada vez menos agressivas, as radioterapias mais direcionadas e com menor toxicidade e as quimioterapias mais eficazes e guiadas por características específicas da paciente e da doença. “Além disso, terapias como a imunoterapia e medicamentos mais modernos também já estão começando a oferecer novas opções terapêuticas aos pacientes”, declara.

Prevenção do câncer

Embora o tratamento precoce aumente as chances de cura, a prevenção ainda é o melhor remédio para o câncer, principalmente, em pessoas que não têm histórico familiar da doença. No caso das mulheres, a vacina contra o HPV na adolescência é uma das medidas mais importantes para tentar evitar o câncer de colo de útero. “Essa vacina é uma das ferramentas de prevenção mais importantes que surgiu nos últimos anos. Com o passar do tempo, ela irá contribuir para a redução das taxas de mulheres infectadas pelo HPV e, consequentemente, diminuir os números de câncer de colo uterino”, assegura o oncologista.

Evitar os fatores de risco com adoção de hábitos saudáveis é outra atitude que ajuda a prevenir o câncer. “Na alimentação, deve-se priorizar produtos naturais e pobres em gorduras animais e saturadas e evitar excesso de açúcares e sal, assim como de alimentos condimentados, defumados e processados. Também é fundamental a prática de exercícios físicos, não fumar, consumir álcool com muita moderação e evitar exposição solar em excesso”, explica Elge Werneck Júnior.

Sobre o IHOC

O Instituto de Hematologia e Oncologia Curitiba (IHOC), fundado em 2000, é um centro de tratamento médico multidisciplinar, com foco no tratamento de pacientes com tumores e doenças hematológicas. A estrutura é preparada para procedimentos de alta complexidade. Desde o início de 2017, se uniu ao Grupo Oncoclínicas. Mais informações sobre o instituto podem ser conferidas no site http://www.ihoc.com.br.

Sobre o Grupo Oncoclínicas

O Grupo Oncoclínicas é o maior grupo de clínicas oncológicas da América Latina especializado em Oncologia, radioterapia e hematologia. Foi fundado em Belo Horizonte, em 2010. A empresa possui mais de 43 unidades entre clínicas e parcerias com hospitais. O Grupo Oncoclínicas é uma empresa que cuida de vidas e cuja prioridade é oferecer aos pacientes os tratamentos mais avançados e o mais alto nível de conforto, segurança e conveniência.

A equipe médica do grupo é composta por mais de 400 médicos que são responsáveis por 15.000 ciclos de tratamento para o câncer por mês. O Grupo Oncoclínicas emprega 1.200 pessoas que trabalham em clínicas localizadas em dez estados do Brasil. Além disso, a empresa conta com parceria exclusiva no país com o Dana-Farber Cancer Institute, associado à Harvard Medical School. Para obter mais informações, visite http://www.grupooncoclinicas.com.

(Fonte: http://www.segs.com.br/saude/105964-estimativas-de-novos-casos-de-cancer-nas-mulheres-aumentam-no-brasil, data de acesso 10/03/2018)

Sintomas de infarto na mulher e o que fazer

Dr. Arthur Frazão

Clínico geral - Outubro 2017

O infarto silencioso na mulher é caracterizado pelo desenvolvimento de um ataque cardíaco, mas sem a presença dos sintomas clássicos, como a presença de uma dor muito forte no peito, em forma de aperto, que surge na região do coração, mas que irradia para o braço, maxilar ou estômago.

Dessa forma, muitas mulheres podem estar tendo um infarto cardíaco, mas confundi-lo apenas por um problema menos grave, como uma gripe ou até uma má-digestão.

Assim, sempre que a mulher tiver histórico de doenças cardíacas, pressão alta, colesterol alto ou infarto na família, e houver suspeita de infarto é aconselhado ir imediatamente ao pronto-socorro. Além disso, mulheres com maior risco de infarto também dever fazer, pelo menos, uma consulta no cardiologista por ano, para realizar um check-up da saúde cardíaca.

Sintomas de infarto na mulher

O principal sintoma de infarto é a dor no peito, no entanto, este sintoma nem sempre está presente nas mulheres. Nestas, o infarto pode se manifestar através de outros sintomas mais leves:

Estes sintomas podem surgir sem qualquer esforço físico ou trauma emocional, podendo começar quando a mulher está em repouso e tranquila. Além disso, podem surgir em conjunto ou separados, podendo muitas vezes ser confundidos pela mulher por situações mais simples, como uma gripe chegando ou um problema de digestão, por exemplo.

Veja quais os sintomas mais clássicos de infarto, que podem surgir tanto no homem como na mulher.

O que fazer em caso de infarto

O que se deve fazer durante uma possível situação de ataque cardíaco é acalmar a mulher e chamar o SAMU imediatamente, ligando para o número 192, pois, mesmo produzindo sintomas leves, o infarto na mulher também é muito grave e pode matar em menos de 5 minutos.

Além disso deve-se:

Se o infarto levar a um desmaio, é importante que se faça uma massagem cardíaca até a ambulância chegar, pois essa atitude pode acabar salvando a vida dessa pessoa.

Além disso, se a mulher já tiver tido início de um infarto antes, o cardiologista pode ter recomendado a ingestão de 2 comprimidos de Aspirina em caso de suspeita de infarto, que devem ser dado para a mulher, de forma a facilitar a passagem do sangue para o coração.

Veja como é feito o tratamento aqui.

Quem tem maior risco de ter um infarto

O risco de sofrer um infarto feminino é muito maior em mulheres que apresentam um estilo de vida sedentário ou com o consumo excessivo de alimentos ricos em gordura ou açúcar.

Além disso, permanecer constantemente sob estresse e tomar a pílula anticoncepcional também podem aumentar o risco de ter um infarto.

Insira seus dados e saiba se tem alto ou baixo risco de desenvolver doenças cardiovasculares:

Dessa forma, todas as mulheres com algum destes fatores de risco devem fazer, pelo menos, uma consulta no cardiologista por ano, especialmente após a menopausa. Para prevenir possíveis complicações, veja mitos e verdades sobre o infarto na mulher.

Dr. Arthur Frazão

CLÍNICO GERAL

Clínico geral e especialista em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte com registro profissional no CRM/PE – 16878.

(Fonte: https:// www.tuasaude.com/infarto-silencioso-na-mulher/, data de acesso 10/03/2018)

9 sinais incomuns de AVC em mulheres que ninguém fala

Conhecer esses sinais de AVC pode salvar uma vida

por Ana Luiza Santos

Por muito tempo foi comum associar o risco de ter um AVC ao sexo masculino, pois no passado os homens eram vítimas mais frequentes deste tipo de problema de saúde que as mulheres devido a hábitos pouco saudáveis, como o abuso de álcool e cigarro. Atualmente este quadro já não se mantém, por ano morrem 55 mil mulheres a mais do que homens decorrente de um AVC – é a terceira principal causa de mortes em mulheres em todo o mundo.

O que é um AVC?

O AVC é a abreviação de acidente vascular cerebral, que ocorre quando o cérebro não consegue receber oxigênio e os nutrientes do sangue devido a um coágulo ou obstrução na veia que atinge o cérebro. A falta de oxigênio resulta na morte das células cerebrais.

Existem diversos tipos de AVC que variam em decorrência de diferentes causas do acidente vascular. Se houver um coágulo entupindo uma artéria – é um AVC isquêmico. Se houver a ruptura dos vasos sanguíneos, é chamado de AVC hemorrágico. Se houver um coágulo temporário, é chamado de mini-AVC, e muitos outros.

Acidente vascular cerebral em mulheres: causas, sinais e sintomas

Quando se trata de um AVC há fatores de risco que atinge ambos os sexos, são eles:

Enxaqueca com aura (é um tipo de enxaqueca que dura entre 4 horas a 3 dias, mas na qual é habitual haver picos de 1 hora e longos períodos sem sintomas. Na enxaqueca com aura, além da dor de cabeça, o paciente sente também sintomas relacionados com o sistema nervoso, como distúrbios visuais, auditivos, sensitivos ou motores. O uso de anticoncepcional pode provocar a sintomas de enxaqueca com aura, uma vez que esse tipo de remédios pode provocar alterações na circulação de sangue.)

Sintomas de um AVC

Os sintomas de um AVC comuns entre homens e mulheres são:

Entretanto, as mulheres podem apresentar sintomas únicos e incomuns ao sexo masculino. Conhecer esses sinais pode ajudar a salvar uma vida.

Veja quais são:

(Fonte: http://www.dicasonline.tv/sinais-avc-mulheres/, data de acesso 10/03/2018)

Incontinência urinária atinge 10 milhões de brasileiros

02:29 Geral, Notícias 14/03/2018 - 12h07 Brasília

Dayana Vitor

Se você vai ao banheiro para urinar mais de oito vezes em um dia ou acorda duas vezes ou mais a noite para esvaziar a bexiga poderá desenvolver em algum momento da vida a incontinência urinária, uma perda involuntária de líquido.

No Brasil, 10 milhões de pessoas não conseguem controlar quando irão ao banheiro, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia. Catorze de março foi estipulado o Dia Mundial da Conscientização sobre a Incontinência Urinária.

A proposta é mostrar que o problema pode ser controlado para o doente ter qualidade de vida.

A aposentada Gislene Almeida, de 68 anos, começou a sentir sintomas da incontinência urinária há seis anos. Agora, ela precisa ir ao banheiro frequentemente, o que atrapalha até sua vida social.

Gislene Almeida não faz nenhum tipo de tratamento, mas situações como a dela podem ser resolvidas, por isso a importância de procurar um urologista.

Existem medicamentos e terapias modernas para todos os tipos de incontinência. Casos leves a moderados podem ser tratados com fisioterapia, medicamentos e até cirurgia.

O coordenador da área de urologia feminina da Sociedade Brasileira de Urologia, Fernando Almeida, detalha alguns dos principais tratamentos da incontinência de urgência, aquela que a pessoa não consegue segurar a urina.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, 15% das mulheres a partir dos 35 anos de idade têm algum grau de perda urinária e 17% de toda a população feminina possui bexiga hiperativa ou incontinência urinária de urgência.

(Fonte: http://radioagencianacional.ebc.com.br/geral/audio/2018-03/incontinencia-urinaria-atinge-10-milhoes-de-brasileiros, data de acesso 10/03/2018)

STF autoriza transexual a alterar registro civil sem cirurgia de mudança de sexo

Direitos Humanos - 01/03/2018 15h58 - Brasília

André Richter - Repórter da Agência Brasil

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (1º) autorizar transexuais e transgêneros a alterarem o nome no registro civil sem a realização de cirurgia de mudança de sexo. O julgamento começou ontem, quando já havia maioria de votos definindo a questão, e foi finalizado no início desta tarde, com os votos restantes.

Com a decisão, o interessado poderá se dirigir diretamente a um cartório para solicitar a mudança e não precisará comprovar sua condição, que deverá ser atestada por autodeclaração. A Corte não definiu a partir de quando a alteração estará disponível nos cartórios.

Apesar de a votação ter sido definida por unanimidade, a Corte divergiu em parte do voto do relator, ministro Marco Aurélio. Na sessão de ontem, o ministro votou contra a obrigatoriedade da cirurgia, mas, conforme seu entendimento, a decisão valeria somente para transexuais, a depender de decisão judicial prévia, com base em laudo médico e seria aplicável somente a maiores de 21 anos.

Para a maioria dos ministros, a medida deveria ser estendida a transgêneros, sem a necessidade de comprovação médica, por tratar-se de medida discriminatória. Com base no mesmo argumento votaram os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e a presidente, Cármen Lúcia.

Recurso

A votação do Supremo ocorre em recurso de transexual contra decisão da Justiça do Rio Grande do Sul, que negou autorização para que um cartório local aceitasse a inclusão do nome social como verdadeira identificação civil. Os magistrados entenderam que deve prevalecer o princípio da veracidade nos registros públicos.

O nome social é escolhido por travestis e transexuais de acordo com o gênero com o qual se identificam, independentemente do nome que consta no registro de nascimento.

Ao recorrer ao Supremo, a defesa do transexual alegou que a proibição de alteração do registro civil viola a Constituição, que garante a “promoção do bem de todos, sem preconceitos de sexo e quaisquer outras formas de discriminação”.

“Vislumbrar no transexual uma pessoa incapaz de decidir sobre a própria sexualidade somente porque não faz parte do grupo hegemônico de pessoas para as quais a genitália corresponde à exteriorização do gênero vai frontalmente contra o princípio de dignidade humana”, argumentou a defesa.

Atualmente, transexuais podem adotar o nome social em identificações não oficiais, como crachás, matrículas escolares e na inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo. A administração pública federal também autoriza o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis e transexuais desde abril do ano passado.

Edição: Amanda Cieglinski

(Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2018-03/stf-autoriza-transexual-alterar-registro-civil-sem-cirurgia-de, data de acesso 10/03/2018)