Jornal da Mulher Brasileira


Edição nº 237 - de 15 de Outubro de 2021 a 14 de Novembro de 2021

Olá Leitoras! Olá Leitores!

Todas as mulheres do “planeta terra” são donas de casa?

Independentemente de estar com boa formação acadêmica ou em cargos de liderança, ou na presidência de sua própria empresa e /ou cuidando dos seus próprios negócios, ou sendo uma importante cirurgiã, ou sendo uma professora doutora, ou sendo uma notável líder classista...

DE ALGUM MODO, SEMPRE AS “MULHERES SERÃO MÃES /AVÓS, ESPOSAS, DONAS DE CASA...

Mesmo que disponham, de uma quadro funcional de empregados, secretários, motoristas, diretorias/consultorias, e conselheiros etc.

Após os relevantes compromissos profissionais/empresariais etc. ao retornar para a própria casa, e de ter muitas colaboradoras na gestão doméstica, terá que gerenciar o sistema geral de comprar, de horários funcionários da casa, da recepção de amigos em festas etc.

Ou seja, será a “dona de casa” administradora com auxiliares para serviços domésticos, e de auxílio as tarefas que sirvam ao conforto de seus familiares também.

Nosso fraternal abraço as mulheres donas de casa, e as que estão nas lideranças!!!

Elisabeth Mariano e equipe JORNAL DA MULHER BRASILEIRA.

Dona da Casa

Elaine Machado

Clique aqui e ouça a música, acompanhe com a letra a seguir

https://youtu.be/4822j3CcVUs

Tá pensando o quê?

Eu pego no batente dentro do meu lar

Não fico de bobeira, de pernas pro ar

Vai ver que eu trabalho mais do que você

Tá pensando o quê?

Eu quero ver você lavar e cozinhar

Gerar uma criança e depois cuidar

É só ter consciência pra reconhecer

Eu dou meu jeito

Quando a criança chora

E de repente chega a hora da escola

Quando eu penso que já terminei

Limpo de novo o que já limpei

E nem recebo pra fazer cerão

No fim do dia deixo tudo arrumadinho

Eu faço tudo com amor e com carinho

Sou a parte mais perfeita da costela de Adão

Sou mulher

E tenho meu nome

Sei teu sobrenome

Não morro de fome

E sem esculacho

Sou até mais homem do que muito homem

Sou mulher

E tenho orgulho em dizer

ACESSE PELO LINK ABAIXO

https://www.letras.mus.br/elaine-machado/dona-da -casa/

Para informações, críticas, sugestões, envio de notícias, para anunciar, contate-nos.


TV Jornal da Mulher Brasileira

Entrevista com a Historiadora Prof.ª Ana Carolina Delgado Vieira


Perfil da Historiadora Prof.ª Ana Carolina Delgado Vieira

Prof.ª Ana Carolina Delgado Vieira é graduada e mestre em História pela Universidade de São Paulo e tem especialização em conservação de materiais arqueológicos pelo Instituto de Conservação Yachaywasi de Lima, Peru. É conservadora do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de São Paulo (USP) desde 2008. No MAE é responsável por realizar levantamentos de estado de coleções e itens individuais, análises técnicas, tratamentos de conservação e preparação de itens de coleção para exposição, empréstimo, movimentação e pesquisa. Ela é chefe de conservação desde 2013. E cofundadora do Instituto de Conservação e Restauro Pachamama. Seus interesses atuais de pesquisa em tópicos relacionados à colaboração interdisciplinar, participações indígenas e como os conservadores podem ajudar a reformular museus tradicionais etnográficos por meio do trabalho colaborativo com criadores ou descendentes de criadores de coleções indígenas no Brasil. Ela é coordenadora assistente do Grupo de Trabalho de Objects from Indigenous and World Cultures do International Council of Museums - Commitee for Conservation (ICOM-CC). É doutoranda pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN–CNEN/SP) da Universidade de São Paulo, onde sua pesquisa se concentra no uso da radiação ionizante para a preservação do patrimônio cultural.

CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/5807795733517795

Se você quer conhecer mais o trabalho do IPEN, veja aqui este link: https://intranet.ipen.br/portal_por/portal/interna.php?secao_id=39&campo=15672

Contatos:

E-mail: ana.carolina.vieira@usp.br

Site: https://icrpachamama.com.br

Facebook: @ICRPachamama

Instagram: @icrpachamama

OBS.: Respeitamos a Liberdade de Expressão de todas as pessoas. As opiniões aqui expressas NÃO refletem as da TV JORNAL DA MULHER BRASILEIRA, sendo estas de total responsabilidade das pessoas aqui entrevistadas.

Rádio Jornal da Mulher Brasileira

Entrevista com a Especialista em Microblading, Shadow e Lips Marília Rodrigues

Marília Rodrigues
Foto: Arquivo Pessoal

Perfil da Especialista em Microblading, Shadow e Lips Marília Rodrigues

Marília Rodrigues

Tenho 26 anos atualmente eu moro e trabalho na cidade de Diadema/SP. sou microempreendedora na área da beleza, tenho um Studio de sobrancelhas e micropigmentação. Tem 5 anos que me dedico a esse universo da sobrancelhas. Tenho curso técnico em estética me formei em 2015 e daí para a frente fiz vários cursos de especialização em micropigmentação, designer de sobrancelhas e maquiagem profissional, amo trabalhar com mulheres principalmente quando conseguimos elevar a autoestima delas.

Contato:

Instagram: @mariliarodriguesstudio

OBS.: Respeitamos a Liberdade de Expressão de todas as pessoas. As opiniões aqui expressas NÃO refletem as da RÁDIO JORNAL DA MULHER BRASILEIRA, sendo estas de total responsabilidade das pessoas aqui entrevistadas.

Antes da pandemia - “População mundial chega a 7,75 bilhões em 2019.”

Número de habitantes do planeta aumenta em 83 milhões em relação ao ano passado, segundo estimativa de fundação alemã.

Maior crescimento é registrado na África.

Marca de 8 bilhões deve ser alcançada em 2023.No fim de 2019, haverá 7,75 bilhões de pessoas no mundo, de acordo com a estimativa da Fundação Alemã para a População Mundial (DSW) divulgada nesta sexta-feira (20/12).

Isso representa um aumento de cerca de 83 milhões em relação ao ano passado, o que equivale a aproximadamente o número total de habitantes da Alemanha.

(Continua...)

(Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/populacao-mundial-chega-a-775-bilhoes-em-2019,642e63902627ef2d2cd474d2b28845b71kdzn79z.html, data de acesso: 14/10/2021)

31 de Outubro - Dia da Dona de Casa

MENSAGENS PARA O DIA DA DONA DE CASA

A primeira a pular da cama. É dureza a sua rotina.

Cuidar dos que ela ama.

Seu trabalho nunca termina! E limpa, e arruma, e lava, e passa, e faz compra, e faz comida...

Sem a sua gana e a sua raça, o que seria de nossa vida?! Obrigado por tudo!

Parabéns pra mim, parabéns pra você! Meus parabéns a todas as mulheres guerreiras, mulheres vitoriosas, mulheres abençoadas!

Flores a todas as donas de casa!"

Parabéns a todas as donas de casa pelo seu dia!

Que Deus nos abençoe e proteja neste e em todos os dias da nossa vida!

Parabéns para elas (ou eles) que administram uma casa com maestria,

tarefa árdua e não muito reconhecida.

Que Deus abençoe a todas(os) com saúde e força!

(Fonte: https://www.calendarr.com/brasil/dia-da-dona-de-casa/, data de acesso: 14/10/2021)

Dona de casa que nunca pagou INSS pode se aposentar? Saiba o que fazer

Thâmara Kaoru

Do UOL, em São Paulo

21/03/2018 04h00Atualizada em 06/03/2019

Lavar, passar, cozinhar e cuidar dos filhos. As donas de casa podem não ter carteira assinada, mas trabalham muito a vida toda.

E elas têm direito à aposentadoria do INSS, mesmo que tenham passado a maior parte do tempo sem contribuir.

Neste momento em que se discute a reforma da Previdência, muita gente pode pensar que não dá mais tempo de conseguir esse benefício.

É possível, em qualquer idade, começar a fazer isso.

Veja mais abaixo o que é preciso para se cadastrar no INSS, contribuir e garantir uma aposentadoria para a velhice.

De acordo com o advogado Roberto de Carvalho Santos, presidente do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários), as donas de casa que querem se aposentar precisam começar a contribuir como seguradas facultativas.

Essa contribuição mensal pode começar a qualquer momento. A exigência principal é que os pagamentos sejam feitos por pelo menos 15 anos.

Quem nunca contribuiu deverá primeiro se cadastrar no INSS, afirma o especialista.

A filiação pode ser feita pelo telefone 135 ou pelo site (Clique em "cidadão, "inscrição" e, depois, em "filiado"). Nesse cadastro, não é preciso apresentar documentos, apenas informar os dados pessoais para gerar um número de inscrição.

Após essa etapa, é possível começar a recolher.

Confira os tipos de contribuição:

Para receber aposentadoria de um salário-mínimo

Essa opção é para homens e mulheres de famílias de baixa renda que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico em sua casa.

Contribuição: 5% do salário-mínimo por mês (R$ 47,70, em 2018).

Aposentadoria: É possível se aposentar por idade com 15 anos de contribuição e 65 anos de idade, no caso dos homens, ou 60 anos, no das mulheres.

Valor da aposentadoria: um salário-mínimo (R$ 954, em 2018).

Código de recolhimento mensal: 1929.

Exigências: A dona de casa não pode ter renda própria de nenhum tipo, incluindo aluguel e pensão.

Também deve ter renda familiar de até dois salários-mínimos (R$ 1.908, em 2018) e estar inscrita no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) com a situação atualizada nos últimos dois anos.

Quem não se enquadra nas regras de dona de casa de baixa renda precisa contribuir com uma alíquota maior.

Contribuição: 11% do salário-mínimo (R$ 104,94, em 2018).

Aposentadoria: É possível se aposentar por idade com 15 anos de contribuição e 65 anos de idade, no caso dos homens, ou 60 anos, no das mulheres.

Ou seja, se a dona de casa nunca contribuiu, terá que pagar 15 anos de INSS para ter direito à aposentadoria.

Valor da aposentadoria: um salário-mínimo (R$ 954, em 2018).

Código de recolhimento mensal: 1473.

Para receber mais do que o salário-mínimo

- Contribuição sobre o teto previdenciário

Quem quer se aposentar com um valor maior do que o salário-mínimo precisa contribuir com mais. Esse tipo de contribuição compensa para quem já teve carteira assinada.

Contribuição:

Começa com 20% do salário-mínimo (R$ 954, em 2018) e vai até 20% do teto previdenciário (R$ 5.645,80, em 2018).

Ou seja, a dona de casa deverá pagar entre R$ 190,80 e R$ 1.129,16 para o INSS.

Aposentadoria: É possível se aposentar por idade, com 15 anos de contribuição. Outra opção é a aposentadoria tempo de contribuição.

É preciso ter 35 anos de contribuição, no caso dos homens, e 30 anos de contribuição, no das mulheres. Não há idade mínima, mas há aplicação do fator previdenciário. Outra alternativa é a fórmula 85/95, que dá benefício integral quando a soma da idade com o tempo de contribuição chega a 85 pontos, no caso das mulheres, e 95 pontos, no dos homens.

Valor da aposentadoria: dependerá de quanto a segurada contribuir. O máximo é o teto previdenciário (R$ 5.645,80).

Código de recolhimento mensal: 1406.

Como fazer o pagamento

A dona de casa terá que gerar uma guia da Previdência Social pelo site ou comprando carnês nas papelarias e preenchendo manualmente.

Será necessário informar um dos códigos descritos acima, de acordo com a categoria escolhida.

O recolhimento deve ser feito até o dia 15 de cada mês. Se a data cair em um feriado ou final de semana, o pagamento fica para o dia útil seguinte.

Para a contribuição de março, por exemplo, o pagamento terá que ser feito até o dia 16 de abril (dia 15 de abril cairá em um domingo).

A legislação não permite a antecipação das contribuições. Ou seja, a dona de casa não pode contribuir de uma só vez o que pagaria em um ano, por exemplo.

Porém, é possível fazer pagamentos trimestrais para quem recolhe sobre o salário-mínimo. O pagamento deve ser feito nas seguintes datas:

Outros benefícios

Quem paga INSS tem direito não só de se aposentar, mas também de ter benefícios como aposentadoria por invalidez, auxílio-doença e salário-maternidade, afirma o advogado previdenciário Rômulo Saraiva.

Porém, nesses casos, é preciso cumprir um período de carência, ou seja, um tempo mínimo de contribuições:

Para aposentadoria por invalidez e auxílio-doença: 12 contribuições

Salário-maternidade: 10 contribuições

Pensão por morte: não há carência. Apesar disso, a duração da pensão por morte pode variar conforme o tempo de contribuição, o tipo de beneficiário e a idade dele.

Se a morte ocorrer sem que a segurada tenha realizado 18 contribuições ao INSS ou se o casamento tem menos de dois anos, por exemplo, a duração da pensão para o marido será de quatro meses.

Se o segurado deixar de contribuir por seis meses, ele perde o direito à cobertura previdenciária.

Para voltar a ter o direito, ele precisará ter seis contribuições, no caso da aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, e cinco contribuições, no caso do salário-maternidade, afirma a advogada e presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), Adriane Bramante.

Quem nunca contribuiu

Se a dona de casa nunca contribuiu, uma opção de benefício é o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Ele é pago para idosos com 65 anos ou mais que comprovem baixa renda.

Para ter direito, é preciso que a renda média por pessoa do grupo familiar seja menor do que um quarto do salário-mínimo em vigor (R$ 238,50, em 2018).

Se a dona de casa não se encaixa nas regras do BPC, ela só conseguirá se aposentar se tiver ao menos 15 anos de contribuição ao INSS.

Como pedir a aposentadoria

Quem já completou as exigências para se aposentar pode fazer o pedido pelo site do INSS. A dona de casa terá que selecionar o tipo de aposentadoria em que se enquadra e agendar o atendimento na agência do INSS.

No dia marcado, ela precisa levar um documento de identificação com foto, o CPF e a carteira de trabalho ou carnês de contribuição.

(Fonte: https://www.jornalcontabil.com.br/dona-de-casa-que-nunca-pagou-inss-pode-se-aposentar/, data de acesso: 14/10/2021)

Poesia de Jorge Amado

Gabriela, Cravo E Canela

Com o seu inigualável lirismo e inspiração poética, Jorge Amado cria personagens inesquecíveis no romance Gabriela, Cravo e Canela, que nos relata o amor de Gabriela e do árabe Nacib.

Mais do que uma história de amor, este livro é uma crónica social de uma pequena cidade baiana, Ilhéus, quando passava por bruscas transformações, por volta do ano de 1925.

NO LIVRO, ENCONTRAMOS O SEGUINTE POEMA:

Dorme, menina dormida

Teu lindo sonho a sonhar.

No teu leito adormecida

Partirás a navegar.

Estou presa em meu jardim

Com flores acorrentadas.

Acudam! Vão me afogar.

Acudam! Vão me matar.

Acudam! Vão me casar.

Numa casa me enterrar

Na cozinha a cozinhar

Na arrumação a arrumar

No piano a dedilhar

Na missa a me confessar.

Acudam! Vão me casar

Na cama me engravidar.

No teu leito adormecida

Partirás a navegar.

Meu marido, meu senhor

Na minha vida a mandar.

A mandar na minha roupa

No meu perfume a mandar.

A mandar no meu desejo

No meu dormir a mandar.

A mandar nesse meu corpo

Nessa minh’alma a mandar.

Direito meu a chorar.

Direito dele a matar.

No teu leito adormecida

Partirás a navegar,

Acudam! Me levem embora

Quero marido pra amar

Não quero pra respeitar

Quem seja ele – que importa?

Moço pobre ou moço rico

Bonito, feio, mulato

Me leva embora daqui,

Escrava não quero ser.

Acudam! Me levem embora.

No teu leito adormecida

Partirás a navegar.

A navegar partirei

Acompanhada ou sozinha

Abençoada ou maldita

A navegar partirei.

Partirei pra me entregar

A navegar partirei.

Partirei pra trabalhar

A navegar partirei.

Partirei pra me encontrar

Para jamais partirei.

Dorme menina dormida

Teu lindo sonho a sonhar.

(Fonte: https://mundodelivros.com/poemas-de-jorge-amado/, data de acesso: 14/10/2021)

Pela primeira vez, disputa na OAB-SP tem duas mulheres

Esta postagem foi publicada em 13 de outubro de 2021

Fundada em 22 de janeiro de 1932, a seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a maior do País, nunca teve uma mulher na presidência da entidade, mas, pela primeira vez, tem duas advogadas disputando a eleição.

As criminalistas Dora Cavalcanti, de 50 anos, e Patrícia Vanzolini, de 49, concorrem em chapas de oposição à atual gestão do advogado cível Caio Augusto Silva dos Santos, 46 anos, candidato à reeleição.

A abertura da inscrição das chapas será amanhã. Estão aptos a votar 278.852 advogados e advogadas em um universo de 406.000 inscritos. Desse total, 50,3% são mulheres, segundo dados da OAB.

Uma resolução do Conselho Federal da entidade estabeleceu paridade de gênero e política de cotas raciais a partir das eleições deste ano, marcadas para novembro. Só estarão aptas a participar, portanto, as chapas com, no mínimo, 50% de mulheres e 30% de negros.

“Vejo com naturalidade a disputa com duas mulheres. Faz parte do momento que estamos vivenciando. Nossa gestão não foi masculina e já é inclusiva”, disse o atual presidente da OAB-SP.

Natural de Bauru, onde mantém seu escritório, Caio Augusto liderou, em 2018, um movimento entre os advogados “de base” que usavam a cor amarela como símbolo. Ele nega, porém, que tenha votado em Jair Bolsonaro para presidente.

Já suas adversárias são paulistanas. Dora Cavalcanti tem escritório na rua Oscar Freire e formou-se na USP, onde atuou no movimento estudantil.

Patrícia Vanzolini, que nasceu durante o exílio dos pais, em Santiago, no Chile, e veio com 1 ano para São Paulo, tem escritório na Avenida Paulista, é professora do Mackenzie e formou-se na PUC-SP.

Até a quinta-feira passada, Patrícia era apontada como candidata a vice na chapa que seria “em tese” encabeçada pelo advogado Leonardo Sica, mas a cabeça de chapa foi anunciada em uma live que pegou muita gente de surpresa.

“Sempre consideramos essa possibilidade, mas havia uma tendência machista de acharem que o candidato era ele”, disse a advogada.

Diante do novo modelo de representatividade na categoria, era de se esperar que o debate sobre o machismo estrutural na advocacia ganhasse corpo. “Está na hora de conter o machismo e o racismo estrutural. Basta olhar a galeria de retratos da OAB. Na última eleição, nenhuma mulher foi eleita presidente em nenhuma seccional”, disse Dora.

Sua candidata a vice é a advogada Lazara Carvalho, negra e especialista em atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica.

Entre os adversários, Dora é quem atua nos casos de maior repercussão nacional, e enfrentou o juiz Sérgio Moro na Lava Jato quando esteve na defesa da Odebrecht.

A advogada, que foi sócia do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, faz as críticas mais contundentes à operação deflagrada em Curitiba.

“Todos embarcaram nessa ilusão que os excessos da Lava Jato e as 10 medidas contra corrupção significaram um avanço. Mas ficou claro que os fins jamais justificam os meios.

Hoje, o País e os julgamentos do STF refletem isso”, afirmou. Quando questionada se é uma advogada “antilavajatista”, no entanto, ela rejeita o rótulo.

“Não quero esse carimbo. Vai aparecer que sou pró-corrupção. Sou uma crítica da ruptura com o sistema constitucional que redundou em excessos da Operação Lava Jato”.

Com tons diferentes, os demais candidatos concordam sobre esse tema. “Houve abusos da Lava Jato e o Judiciário reconheceu isso. Mas o Ministério Público merece nosso respeito. Um grupo de promotores não pode pretender ser maior que a própria promotoria”, disse Caio Augusto.

“A Lava Jato extrapolou em muitos pontos e criou uma cultura jurídica de autoritarismo penal muito perniciosa e que se espraiou”, afirmou Patrícia.

O trio de candidatos é cuidadoso, mas diverge ao tratar sobre uma pauta que hoje divide a OAB nacionalmente: o impeachment de Bolsonaro.

A entidade, que esteve na linha de frente do Fora Collor ao Fora Dilma, recebeu um parecer jurídico robusto indicando crimes de responsabilidade contra o atual chefe do Executivo, mas interditou o debate e se absteve de ir às ruas.

“O impeachment é um debate que não está maduro no contexto da Ordem”, afirmou Caio Augusto, que recebe apoios de advogados mais conservadores do interior.

Dora criticou o silêncio da Ordem em não engajar a classe no tema. “Entendo que as violações cometidas pelo presidente configuram crime de responsabilidade, mas é uma opinião pessoal.

E, sim, a Ordem tem de encampar o impeachment”, disse ela.

“O processo de impeachment embute um cavalo de Troia parlamentarista, o que é muito ruim. É um instituto muito delicado que causa muito dano. Tenho muitos problemas com o instituto do impeachment”, afirmou Patrícia.

As duas candidatas criticam o sistema de votação adotado pela OAB-SP, que será presencial. A avaliação é de que isso favorece o candidato da situação, pois abre caminho para as abstenções.

O presidente disse que as regras são federalizadas e nunca existiu uma autorização para fazer a eleição em um modelo diferente daquela que está prevista no estatuto da advocacia.

Azarão

Com uma campanha mais modesta e sem o mesmo volume de apoio que os adversários, o advogado Alfredo Scaff Filho, de 51 anos, tenta montar uma chapa para “correr por fora” na eleição da OAB-SP.

Delegado da Polícia Civil entre 1996 e 1999, ele atua hoje na área pública. Com um perfil mais conservador que os concorrentes, Scaff é crítico do que chama de “estado político partidário” da OAB local e nacional.

Sobre o impeachment de Bolsonaro, disse que não é “nem contra, nem a favor”, e considera que a Lava Jato “foi um grande procedimento que deve ser aplaudido”, mas aponta erros da operação:

“O que não pode é ter pirotecnia. Infelizmente houve uma cascata de erros no conjunto da obra”.

O quinto candidato à presidência da OAB-SP, o criminalista Mário Oliveira Filho, não respondeu à reportagem.

Fonte: UOL

(Fonte: https://www.mulheressocialistas.org.br/pela-primeira-vez-disputa-na-oab-sp-tem-duas-mulheres/, data de acesso: 14/10/2021)