Jornal da Mulher Brasileira


Edição nº 36 - de 15 de Janeiro de 2005 a 14 de Fevereiro de 2005

Olá Leitores!

VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR

Uma das maiores necessidades que se tem apresentada na busca de paz, felicidade e bem-estar do ser humano está relacionada com o relacionamento familiar. São inúmeros os casos que envolvem a violência no âmbito doméstico, pois quase sempre os violadores são alguém da família (marido, amante, pais, tios etc.), ou com quem haja relacionamento afetivo.

Muitas estatísticas revelam a violência contra crianças que não só o pai, ou parentes, são os agressores, mas em bom número são as próprias mães. Isto sem incluirmos aqui os fatos que envolvem o abuso sexual de crianças e jovens, e a exploração do trabalho deles.

Como terminar esta guerra diária dentro dos lares, que destrói, psicologicamente, a alegria de viver e conviver em uma família é a grande busca para a paz social, e além disso, estimular-se novas gerações mais equilibradas, criativas, produtivas, saudáveis e felizes. Os fatores externos são muitos, obviamente, e que influenciam na ruptura dos laços familiares, mas a violência tem a ver com o aspecto do desequilíbrio mental e falta de valores morais da maioria dos violadores.

Buscar ajuda de profissionais especializados, entidades que tratam e recuperam os envolvidos na violência intrafamiliar, grupos religiosos e assistenciais, apoio psicossocial nas escolas de periferia, enfim, são muitas as ações que podem ser providenciadas, até mesmo as de denúncia nos meios da polícia e da justiça. O que importa é uma consciência que para haver paz mundial, que é o macro social, precisa, obrigatoriamente, haver paz nas famílias, que são as células da micro sociedade, a qual, multiplicada, torna-se nação ou raça humana.

Com esta mensagem em tempos que tanto se deseja a paz, entregamos-lhe esta edição, enviando-lhe o abraço da equipe Jornal da Mulher Brasileira.

Para informações, críticas, sugestões, envio de notícias, para anunciar, contate-nos.


TRÁFICO DE MULHERES NO MUNDO MOVIMENTA BILHÕES DE DÓLARES / ANO

Os dados estatísticos da ONU, em 2004, relatavam que até 4 milhões de pessoas são traficadas, anualmente, no mundo.

Esta informação foi pesquisada em reportagem de Laura Giannechini(*) ao fazer reportagem com a militante Priscila Siqueira da ONG Serviço à Mulher Marginalizada (SMM). Há um questionamento que a maior parte de meninas e mulheres desaparecidas sejam vítimas do tráfico de seres humanos.

"É considerado tráfico de seres humanos o recrutamento, transporte, transferência, alojamento ou acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, que se vale dos meios criminosos como ameaças, uso da força e outras formas de coação e abuso da autoridade. Mais de 90% dos seres humanos traficados são mulheres, jovens e crianças", conceituou Priscila.

Para nós, mediante estas informações cremos que haja necessidade de abordagem deste tema nos bancos escolares, pastorais religiosas, no sentido preventivo e de conscientização das mulheres jovens. Além disso, torna-se, também, fundamental que se incluam mais treinamento nos sistemas de segurança, com abordagem específica neste ponto.

São novos campos educacionais que surgem desde a área de segurança até aos religiosos e assistenciais.

(Fonte: Laura Giannechini, Setor 3 - http://www.setor3.com.br, em 11/03/04 - in Informativo ABONG)

O CIGARRO CAUSA GRANDES MALES AO FETO, AO BEBÊ E ÀS CRIANÇAS DE MÃES FUMANTES

A pedido de pessoas amigas militantes anti-tabagistas, transcreveremos o folheto explicativo de autoria do Ministério da Saúde - INCA/Pro-Onco, intitulado: "Mãe, não fume durante a gravidez".

"O cigarro compromete a mãe e ao filho? Por quê?

  1. Quando a mãe fuma durante a gravidez, há aumento de risco de abortamento, sangramento e outras complicações.
  2. O parto da mulher fumante complica com mais freqüência que o de gestantes que não fumam.
    As mulheres que fumam durante a gravidez correm risco de apresentar descolamento prematuro da placenta, prévia ruptura da bolsa com maior freqüência do que as não-fumantes.
  3. As gestantes que fumam na gravidez geram, em maior proporção, crianças com menor peso e menor comprimento.
    O risco de o bebê nascer com defeitos congênitos também aumenta.
  4. Quando, durante a gestação, a mãe fuma, o feto também fuma, passando a receber substâncias tóxicas que, através da circulação materna, atravessam a placenta.
  5. O risco da síndrome da morte súbita infantil também aumenta, de acordo com o número de cigarros consumidos na gravidez.
  6. Fumar durante a gravidez compromete a inteligência da criança. O rendimento intelectual dos filhos de mães fumantes é menor que o de filhos de mães não-fumantes.
  7. Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe.
    Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro, ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que, pelo sangue, passa para o feto.
    Não se exponha à poluição da fumaça do cigarro.
  8. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.
  9. O risco de crianças pequenas contraírem uma infecção respiratória (bronquite, pneumonia e complicações da asma) aumenta quando elas são obrigadas a viver em ambientes poluídos pela fumaça do cigarro.
    Não fume e não permita que fumem dentro de sua casa.
  10. Se a mulher grávida parar de fumar e não se expuser à poluição do cigarro, os riscos todos diminuem e se tornam semelhantes aos das mulheres que nunca fumaram."