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Edição nº 61 - de 15 de Fevereiro de 2007 a 14 de Março de 2007

Os apelos de mães e de mulheres na busca da paz urbana e mundial

Recentemente, frente a uma tragédia que envolveu um mártir infantil, diante de sua mãe e irmãzinha, toma conta do país uma grande comoção e as opiniões se dividem em busca de soluções políticas, legais, educacionais, corretivas etc.

Observando tudo isto e compreendendo que os envolvidos também são frutos da incompreensão social e abandono político e cultural, pela falta de recursos para melhorar a condição de vida da população carente, o avanço tecnicista de grupos armados, que enfrentam o poder da segurança pública, as penas que não ajudam a reconstruir e a reintegrar socialmente os promotores destas e de outras tragédias, tudo vem a tona nas discussões, mas as decisões não podem ser tomadas pelo lado emocional, dizem uns, enquanto outros buscam alternativas, que fujam da ação de advogados especializados em brechas de leis e em demora (e até fraudes) processuais.

Diante de todas as correntes apresentadas, surgiu uma frase de uma importante senhora em cargo do judiciário, que resumidamente, disse assim: "precisamos descobrir quem é o mandante, pois este é quem possui o recurso econômico e gerencia as atitudes", tais como essa (e óbvio em outras etc.).

No entanto, embora a mídia de massa passe a fazer reportagens levando em conta todos os pontos de vista, o que é uma função jornalística, esqueceu-se de uma única fonte, a própria área de comunicação. Questionar-se o quanto os programas ao vivo, filmes, novelas, etc. são responsáveis pela propagação, estímulo e incentivo (subliminar?) à violência. Ainda, ontem, em entrevista na Rádio Cultura de São Paulo, representante do Ministério Público estava citando a análise que se fará em relação às programações da mídia de massa e ao aumento dos quadros de violência urbana.

Nós não estamos para julgar ou condenar ninguém, mas me parece no contexto geral que algumas áreas profissionais e empresariais precisarão rever seus posicionamentos e responsabilidades frente as mazelas sociais também, e é melhor começar a discutirem "domesticamente" antes que apareçam como atores internacionais de forma negativa, ou seja, com imagem de quem inclusive não incentiva a Ordem, além da Paz.

O choro das mães e familiares que querem clamar os "Direitos Humanos de ir e vir", está muito pequeno, pois, na verdade há muitos outros Direitos Humanos, neste caso, que não estão sendo respeitados, inclusive pelo mundo econômico, não só pelos legisladores (ou políticos, como disseram). De nada vale fazer campanhas publicitárias caras dizendo que cabe aos pais selecionar uma programação infantil, na TV etc. É bom questionar-se "que a população carente, muitas vezes, só tem acesso a este equipamento eletrônico e que a produção é feita pelos profissionais da área da comunicação, (os quais são protegidos, diariamente, por bons advogados para os defenderem, rapidamente, em nome da  "Não Censura" e "Liberdade de Expressão"). Com certeza o acesso as informações televisivas e outras (video, DVD etc.) não estarão sendo sempre no recinto familiar, e menores (crianças e adolescentes) sabem se unir, também, para "assistir o que lhes é proibido pelos pais", então? É hora de se repensar o quanto se tem que melhorar e reprogramar para a construção da paz urbana? Se valeu todos os apelos de mães nesta hora, escutem o meu apelo de mulher da área da comunicação, vamos colaborar para que diminuam o número de menores infratores, para que eles(as) possam olhar para o próprio futuro e contarem as medalhas das conquistas, não o número de anos que enfrentarão isolados da sociedade.

Perdoem-me os que não concordarem com esta opinião, mas pelos Direitos Humanos e pela Democracia, também, temos a "Livre Expressão", e é como mulher, que queremos ver um movimento da área da comunicação colaborando para que em suas programações sejam incentivadas atitudes mais pacíficas, quem sabe a criação de um ranking competidor com premiações de incentivo, ao comprovarem esta colaboração social e política com a nação brasileira. Da Paz Urbana se chega à Paz Mundial.

Dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, um grande abraço a todas as mulheres construtoras da Paz, de qualquer situação e condição econômica, social, racial, étnica, cultural, de idade, religiosa, profissional ou política.

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Elisabeth Mariano

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ASSOCIAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS DO INSTITUTO DO CÂNCER "ARNALDO VIEIRA DE CARVALHO" - A.V.I.C.A.V.C.

Temos muito amor e vontade ajudar. Pena que isto só não basta. A Associação - A.V.I.C.A.V.C. com apenas 30 voluntárias, há 71 anos, ajuda quase dois mil pacientes diários (que são pessoas idosas, adultas e jovens carentes), a maioria sem convênio médico, ou só com o SUS, tratando-os gratuitamente no Hospital de Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, o qual é situado no terreno da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo.

Por meio de bazares diários no prédio do hospital e de dois chás beneficentes anuais, e com doações em dinheiro, objetos e remédios elas oferecem os recursos para promover o diagnóstico, a prevenção e a detecção do câncer, incentivam as investigações científicas, promovem cursos de especialização e aperfeiçoamento e cooperam nas campanhas de combate ao câncer junto à entidades públicas ou privadas, nacionais e internacionais.

Com este trabalho das voluntárias da A.V.I.C.A.V.C. e com as doações recebidas são comprados até equipamentos e máquinas necessárias além de algumas medicações importadas. Para colaborar você pode doar desde objetos usados e de pequeno porte, em bom estado, tais como roupas, calçados, bijuterias, acessórios do lar e de decoração, utensílios domésticos, os quais são vendidos no bazar diário, na sede do hospital.

Também são necessárias e urgentes muitas doações para uso pessoal dos pacientes, tais como camisolas, pijamas, lençóis, fronhas, cobertores, toalhas de banho, os quais são usados durante a internação hospitalar, sendo que na higienização para desinfectá-los há um desgaste rápido dos tecidos, portanto, precisa de reposição contínua.

Também podem ser doados para uso pessoal dos pacientes produtos de higiene (sabonetes de glicerina, pentes, escovas, cotonetes, absorventes etc). E para a desinfecção do hospital é necessária uma grande quantidade de produtos de limpeza em geral e papel higiênico, portanto, aceitam-se também estas doações.

Para os dois chás beneficentes realizados durante cada ano aceitam-se objetos novos de pequeno porte, assim como, aparelhos de televisão, forno de microondas, rádios, liquidificadores, batedeiras, ferro de passar roupa, faqueiros, jogos de chá e café, secadores de cabelos, depiladores etc. para sorteio, pois quanto melhor forem o prêmio mais são vendidos os convites, arrecadando mais verbas.

Você também pode doar dinheiro, em qualquer quantia, depositando nas contas correntes dos bancos: Banco Itaú - Vila Buarque - agência 0553 - cc. 123 225 - Banco Banespa - Santo Amaro - agência 104 - cc. 1 302 133-8.

Saiba que você poderá ser uma voluntária, basta inscrever-se e ser treinada durante três meses, se aprovada na seleção, você será mais uma valiosa e incansável colaboradora da A.V.I.C.A.V.C. Mais informações pelo e-mail: avicavc@ig.com.br.

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